sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Rotary de Ribeirão Bonito e Embrapa apresentam parceria

Dia de Campo promoveu instalação de unidade biodigestora na cidade 

Marcel Rofeal, de Ribeirão Bonito 

Fotos: Marcel Rofeal/BMR
Proprietários rurais, agricultores e rotarianos de Ribeirão Bonito se reuniram na manhã desta sexta-feira (19) em uma propriedade rural do município para um Dia de Campo, em parceria entre o Rotary Club de Ribeirão Bonito e a Embrapa Instrumentação de São Carlos, que promoveu a instalação de uma unidade demonstrativa da Fossa Séptica Biodigestora. O evento teve a presença da governadora do Distrito 4540 do Rotary Club, Maria Augusta Freitas Carvalho.

Era por volta das 9h30 quando a reunião foi aberta pelo presidente do Rotary Club de Ribeirão Bonito, Fábio Rohrer Zeraik. Na sequência, os presentes assistiram a uma palestra sobre Saneamento Básico Rural com o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, que explicou sobre as alternativas de reciclagem do esgoto das propriedades rurais de forma a reduzir a poluição do meio ambiente e de reaproveitamento para a fertilização de plantações, que ajuda, ainda, na produção.

Segundo Silva, 15% da população brasileira vivem em propriedades rurais, o que representa em torno de 29,3 milhões de pessoas. Desta parcela, aproximadamente 41% ainda são adeptos da fossa rudimentar, também conhecida como fossa negra, e apenas 24% já possuem uma rede coletora ou fossa séptica, que é considerado o destino mais adequado para o esgoto sanitário. A nova tecnologia entrou em estudos no ano 2000 e já possui mais de 6000 unidades em todo o país.

Após uma explicação sobre sistema de clorar a água para o abastecimento residencial rural, fossa séptica biodigestora e área alagada, houve uma explanação prática com a instalação da primeira unidade demonstrativa do município. Com um investimento de pouco mais de R$ 1,5 mil, houve a implantação de três reservatórios de água em desnível para o tratamento do esgoto sanitário e posterior fertilização de uma plantação na Fazenda São José, da Família Zeraik.

Um sistema básico, para uma propriedade com até cinco moradores, é composto por três reservatórios de mil litros, cada, facilmente encontrados em depósitos de materiais para construção. O processo trata apenas esgoto do vaso sanitário por meio de biodigestão anaeróbica e com esterco bovino para inocular microrganismos que aceleram e melhoram o processo de biodigestão, além de retirar o odor do sistema. O tratamento dura cerca de 20 dias, mas o efluente não pode ser jogado em rios, lagos ou lagoas devido ao teor de nutrientes.

De acordo com Silva, com base nas pesquisas realizadas pela Embrapa, o sistema de biofertilização tem apresentado resultados excelentes em todas as experiências, o que trouxe reconhecimento com o prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003 e Mercocidades em 2011. Entre os benefícios do uso da nova tecnologia estão maior saúde, preservação ambiental, reciclagem da água e mais dinheiro. Para os estudos, a Embrapa conta com uma série de parcerias importantes.

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