quarta-feira, 15 de outubro de 2014

População poderá fazer denúncias e apresentar críticas de forma anônima em urnas espalhadas por Ribeirão Bonito

Iniciativa partiu do Conseg e foi anunciada na reunião de segunda-feira 

Marcel Rofeal, de Ribeirão Bonito 

Fotos: Marcel Rofeal/BMR
O Conselho Comunitário de Segurança de Ribeirão Bonito voltou a distribuir suas urnas pela cidade em busca de denúncias, sugestões e críticas, cujos autores permanecem anônimos. Na noite desta segunda-feira (13), em reunião, a presidente do Conseg afirmou que alguns moradores se queixaram após a soltura de acusados por envolvimento com entorpecentes na cidade. As quatro urnas foram instaladas em estabelecimentos comerciais em bairros e no Centro.

No templo evangélico da Igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira do Conjunto Habitacional Victor Arnaldo Torrezan, Maria José Prior comentou que o Conselho recebeu inúmeras reclamações de moradores indignados com a atuação da Polícia Civil diante de apreensões efetuadas pela Polícia Militar no combate às drogas, um dos principais temas abordados durante o encontro. Ela aproveitou para lamentar a ausência do delegado Reinaldo Lopes Machado, que enviou um representante.

Para o comandante da 2ª Companhia do 38° Batalhão de Polícia Militar de Ribeirão Bonito, capitão Paulo Roberto Nucci Júnior, não cabe à PM analisar a atuação da Polícia Civil e disse que respeita as decisões do delegado de polícia, ainda que não concorde com algumas delas. Segundo Nucci, as duas polícias tem trabalhado em parceria no combate à violência na cidade, principalmente no que diz respeito ao tráfico de entorpecente, mas reafirmou sua postura em defesa dos policiais.

Questionado sobre as apreensões de drogas, a forma como os casos são registrados e os desfechos, o capitão destacou que a autoridade policial (delegado) tem autonomia para interpretar o relatório das ocorrências e decidir sobre a qualificação por porte ou tráfico de entorpecentes. Nucci disse ainda que o delegado pode se sensibilizar com a atuação do advogado do suspeito durante o depoimento, o que pode interferir na forma como o processo seja conduzido.

Indagado sobre um caso registrado na semana passada e que poderia ser considerado flagrante, mas o suspeito detido e acusado de tráfico acabou liberado na Delegacia, o carcereiro Aparecido Donizete Galhardo, que representou a Polícia Civil, afirmou que o único com competência jurídica para comentar a respeito era a autoridade policial e se negou a falar sobre a posição adotada pelo delegado e ainda sobre sua interpretação para distinguir o porte ou o tráfico de drogas.

Urnas – Segundo o Conseg, quatro estabelecimentos da cidade receberam as urnas: Padaria São José (da Terezinha) no Jardim Centenário, Loja da São no Jardim São Paulo, Padaria Café no Ponto (do Pelé) nas Malvinas e Sorveteria do João no Centro. Em outras ocasiões, a iniciativa gerou polêmica com o surgimento de denúncias de supostos esquemas de fraude na Ciretran local e de possíveis irregularidades nas obras da nova escola de ensino fundamental no Centenário.

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