segunda-feira, 16 de maio de 2016

Presidente da Câmara nega ruptura com o Executivo, mas afirma que só é procurado quando há interesse

Chefe do Legislativo ainda se queixou da falta de apoio a parlamentares 

Marcel Rofeal, da Redação 

Foto: Marcel Rofeal/BMR
O presidente da Câmara de Ribeirão Bonito, Marcelo Antonio Lollato, negou que tenha havido uma suposta ruptura político partidária entre ele e o prefeito Wilson Forte Junior; ambos do PMDB. Ainda de acordo com o chefe do Legislativo, por meio de nota enviada ao BMR, o chefe do Executivo jamais teria se dirigido a ele, como presidente da Câmara, de forma coercitiva. Na tribuna da Casa, porém, o parlamentar repudiou a falta de contato e de apoio político do prefeito.

A manifestação de Lollato foi em resposta à repercussão de matéria veiculada pelo BMR que abordou uma suposta tentativa de intimidação ao presidente da Câmara pelo prefeito Nenê Forte. De acordo com o texto, com base nos relatos do vereador em sessão legislativa, Lollato teria participado de uma reunião com o chefe do Executivo e assessores, onde teria sido associado à Judas Scariotes. Para ele, o texto jornalístico estaria fora de um contexto das discussões.

Já da tribuna da Câmara, o discurso do chefe do Legislativo denota que não há contato com o prefeito e repudia sua atuação diante dos parlamentares que, em tese, seriam sua base na Casa. “Só sou procurado quando o interesse é do lado de lá. Quando o interesse é da Câmara ou coletivo, ninguém me procura”, afirmou. Lollato ainda criticou a forma como é conduzida a administração do Município e repudiou o que chamou de final de mandato “gélido, melancólico e dramático”.

Lollato também se queixou, durante sessão, da falta de reconhecimento ao empenho dos vereadores, na busca por recursos ao Município, por parte do Executivo e que o prefeito Nenê Forte agiria como se todas as conquistas obtidas durante o mandato fossem méritos dele próprio. O parlamentar ainda afirmou que os vereadores da situação, como é chamada a base de apoio ao Executivo na Casa, já alertaram o prefeito e sua equipe sobre a “falta completa de apoio político”.

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