domingo, 5 de junho de 2016

DIG esclarece assassinato de professor cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de carro na SP-215

Vítima foi morta pela própria mulher e pela enteada, filha dela, no dia 18 

Marcel Rofeal, da Redação 

Foto: Arquivo/Comando VP
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos anunciou na noite da última terça-feira (31) que foi esclarecido o assassinato do professor universitário Milton Saidi Sonoda, de 39 anos, que foi encontrado carbonizado em um automóvel incendiado às margens da Rodovia Luiz Augusto de Oliveira, a SP-215, no último dia 18 de maio. Segundo a Polícia Civil, Sonoda foi assassinado a facadas pela própria esposa e pela filha dela, sua enteada, que é menor de idade.

De acordo com o delegado Gilberto de Aquino, que conduz as investigações, a mulher da vítima, uma advogada de 36 anos, e a filha dela, uma adolescente de 17 anos, confessaram a autoria do crime. O motivo do crime, segundo a polícia, seria o fato de mãe e filha estarem revoltadas com o investimento do professor na reforma de um imóvel em Uberaba (MG), para onde a vítima pretendia se mudar com a família. As duas temiam que a reforma consumisse todo o dinheiro da família.

Em depoimento à polícia, a esposa do professor afirmou que o marido sofria de cirrose e disse que ela e a filha planejavam a morte dele há algum tempo por envenenamento, com o uso de produtos que agravassem a doença. As duas, porém, decidiram antecipar a morte do professor na manhã do último dia 18, quando o filho do casal, uma criança de cinco anos, foi dopada e a vítima foi morta com três golpes no abdômen. A intenção era deixar o corpo em uma cova próxima à rodovia.

Segundo as acusadas, o corpo da vítima foi colocado no banco traseiro do automóvel e levado até o local onde seria enterrado, mas havia muito sangue no interior do veículo, o que as fez mudar de ideia e atear fogo ao veículo com a vítima dentro. A mulher da vítima teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhada à Cadeia Pública de Ribeirão Bonito. Já a filha dela, por ser menor de idade, também foi recolhida, mas para uma unidade da Fundação Casa em Cerqueira Cesar.

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