segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uma semana após tragédia, Manu deixa a UTI em Sumaré

Sobrevivente de dez anos segue internada em recuperação no hospital 

Marcel Rofeal, de Ribeirão Bonito 

Foto: Marcel Rofeal/BMR
Uma semana após a tragédia que matou a avó, a mãe e a irmã de cinco anos, a sobrevivente Emanuelli Martins dos Santos, de 10 anos, deixou nesta segunda-feira (23) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Sumaré, onde segue internada. A informação foi confirmada por familiares. Manu tem apresentado uma evolução positiva no estado de saúde, mas não há previsão de alta. Neste domingo (22), uma celebração recordou o sétimo dia do acidente.

A celebração na Igreja Matriz da Paróquia Senhor Bom Jesus da Cana Verde, em Ribeirão Bonito, teve a presença de familiares e amigos da família das vítimas, e começou no mesmo horário em que, uma semana antes, começava todo o drama. No último dia 15, pouco depois das 19h, o carro que conduzia o casal e duas filhas, além da avó paterna das crianças, se envolveu em um grave acidente na Rodovia dos Bandeirantes, trecho de Santa Bárbara D’Oeste, região de Campinas.

Segundo a polícia, o automóvel da família era conduzido pelo investigador de polícia Fábio Santos. O automóvel teria derrapado devido à chuva intensa, rodou na pista, atravessou o canteiro central e bateu em outro veículo que seguia na pista contrária. Santos, a filha mais velha e as duas ocupantes do outro automóvel sobreviveram. A mãe de Fábio, a mulher dele e a filha mais nova do casal, de cinco anos, morreram na hora. O funeral parou o município na última segunda-feira (16).

Depois do acidente, as atenções se voltaram ao Hospital Estadual de Sumaré, onde Manu passou por uma cirurgia ainda na noite de domingo. Em estado grave, ela foi internada com traumatismo craniano e mantida em coma induzido. Na quarta-feira (18), os médicos decidiram tirar a sedação e ela reagiu de forma positiva, chegou a abrir os olhos e a responder às visitas do pai com gestos. Comovida pelas demonstrações de apoio, a família ainda pede orações pela criança.

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