sexta-feira, 24 de março de 2017

MPT instaura inquérito contra Chiquinho por assédio moral

Ação foi embasada em denúncia de sindicato dos servidores municipais

Marcel Rofeal, da Redação

Foto: Arquivo/BMR
O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª Região de Araraquara decidiu instaurar inquérito contra o prefeito de Ribeirão Bonito, Francisco José Campaner (PSDB), sob a acusação de assédio moral. A decisão foi anunciada na última segunda-feira (20) pela procuradora do trabalho Lia Magnoler Guedes de Azevedo Rodriguez, com base em denúncia oferecida pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região, o Sismar, no último dia 26 de janeiro.

A acusação surgiu depois que o prefeito Chiquinho Campaner teria invadido uma assembleia sindical no Centro de Ribeirão Bonito e, segundo dirigentes do Sismar, ameaçado cerca de 20 servidores que estavam no local. O episódio foi registrado na noite de 23 de janeiro na Praça da Matriz. “Um senhor grisalho chegou apontando o dedo na cara dos servidores e, aos gritos, começou a dizer que quem fosse atrás do sindicato iria se prejudicar e ficou gritando”, relatou um dos sindicalistas.

Marcelo dos Santos Roldan, um dos diretores envolvidos na discussão com Campaner, registrou queixa junto à Polícia Civil e, na época, relatou ter recebido mais de 20 queixas de funcionários públicos por assédio, ameaças e humilhações, e anunciou que levaria o caso ao conhecimento do Ministério Público e do Ministério Público do Trabalho. Para juristas, a ação pode vir a causar prejuízos consideráveis aos cofres públicos, pois o processo é contra o Município de Ribeirão Bonito.

Chiquinho Campaner já é alvo de inquérito civil no Ministério Público Estadual na Comarca de Ribeirão Bonito sob a acusação de improbidade administrativa na contratação, em caráter emergencial, de mais de 20 pessoas para a limpeza pública urbana. A ação foi instaurada em 20 de fevereiro, quando ele autorizou o pagamento dos servidores. O chefe do Executivo também é alvo de quatro denúncias que foram encaminhadas à Câmara e podem resultar em comissões especiais.

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