quarta-feira, 8 de março de 2017

Vereadores questionam qualidade da água no município e cobram laudo que confirmaria presença de coliformes fecais

Chefe do Executivo recebeu grupo de parlamentares para falar do tema 

Marcel Rofeal, de Ribeirão Bonito 

Fotos: Marcel Rofeal/BMR
Seis vereadores foram recebidos na tarde desta terça-feira (7) pelo prefeito Francisco José Campaner (PSDB) para discutir a situação da água no município. Durante sessão da noite de segunda-feira (6), oito parlamentares questionaram a qualidade da água e apontaram que o tratamento está interrompido desde dezembro. Ainda segundo parlamentares, que cobraram laudos oficiais da Vigilância Sanitária, os documentos confirmariam a presença de coliformes fecais.

O tema foi abordado pelo vereador Leandro Donizette Mascaro (DEM) na tribuna da Casa. Ele e outros dois parlamentares visitaram as duas represas que abastecem o município e buscaram informações na Vigilância Sanitária e na Prefeitura. Segundo Galego, que resumiu a informação que teria recebido do Departamento de Obras do Executivo, a situação é preocupante. “Não sei o que é pior, ficar sem a água ou ter ela de uma maneira que não está sendo bem cuidada”, disse.

Valdinei de Oliveira (DEM), que fez companhia a Galego nas vistorias, apresentou requerimentos em que pede todas as análises da água dos últimos seis meses e disse que, segundo a Vigilância Sanitária, laudos confirmariam a presença de coliformes fecais na água que chega aos moradores. “Não sei qual é a quantidade de coliforme fecal na água para fazer alguém ficar doente, o que eu sei é que não vou tomar água com fezes”, disse Tuca, preocupado com o risco de epidemias.

Regivaldo Rodrigues da Silva (PSDB), que também participou das vistorias, disse que havia recebido a informação dos moradores e buscou se informar, mas aproveitou para questionar a possibilidade de aumento na tarifa de água diante da falta de tratamento. Galego, Tuca e Reginho relataram a visita às represas e as reuniões nos departamentos de Saúde e de Obras da Prefeitura. Segundo o Executivo, aos vereadores, o serviço deixou de ser prestado em dezembro.

De acordo com o Executivo, procurado pelo trio de parlamentares, o contrato com a empresa que fazia o tratamento e as análises da água venceu em 31 de dezembro, mas que o serviço não era executado já havia dias. A Prefeitura chegou a negociar a renovação do contrato, já em 2017, com uma redução de R$ 10 mil no valor, mas que o acordo não foi formalizado. Ainda em reunião com os vereadores, a Prefeitura havia dito que previa de 20 a 30 dias para normalizar a situação.

Manoelito da Silva Gomes (PTB), que classificou a situação como inaceitável, cobrou providências com urgência. Manezinho ainda sugeriu que os vereadores enviassem amostras de água para análises por iniciativa própria e propôs uma investigação na Casa. Armando Luís Lombardo Simões (PTN), Dimas Tadeu Lima (DEM), José Eraldo Chiavoloni (DEM) e Nelson de Souza (PSB), que disse haver mentiras na assessoria do Executivo, também comentaram o assunto em sessão.

Fotos: Guarapiranga Online
Na tarde de terça-feira (7), um grupo de seis parlamentares foi recebido pelo chefe do Executivo para discutir a situação. Com exceção de Armandinho, Dimas e Nelsinho, os representantes do Legislativo ouviram explicações do prefeito Chiquinho Campaner, acompanhado pelo assessor de Planejamento, Obras e Serviços Públicos Eduardo Martins e outros dois assessores do Jurídico. A reunião durou pouco mais de uma hora e também tratou da falta de água em alguns bairros.

Guarapiranga – Também o distrito localizado a 12 quilômetros de Ribeirão Bonito tem enfrentado certos problemas com relação à água que abastece as residências. Recentemente, por meio de redes sociais, moradores publicaram imagens e cobraram informações dos órgãos competentes sobre a coloração da água das torneiras, que aparentava um tom esbranquiçado. Segundo o Departamento de Planejamento, Obras e Serviços Públicos da Prefeitura, era apenas o cloro.

Segundo a pasta, o distrito havia sofrido problemas com o abastecimento e uma equipe havia sido enviada ao local para normalizar a situação. Quando os reservatórios foram reabastecidos, de acordo com a assessoria, a pressão provocada pelas bombas acabou tornando visível a presença do produto. Ainda com a explicação do Executivo, moradores questionam se a água fornecida é adequada para o consumo e não estão convencidos a respeito do tratamento realizado.

Nenhum comentário: