quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Jornal Correio D’Oeste celebra um século de informação

Em 100 anos, impresso de Ribeirão Bonito nunca paralisou atividades 

Marcel Rofeal, da Redação 

Foto: Arquivo/CDO
Esta terça-feira (6) foi um dia histórico para Ribeirão Bonito. O único meio de comunicação impresso do município completou 100 anos de fundação em plena atividade. Para marcar a data, o quinzenário lançou uma edição especial com um pouco da história do jornal, homenagens e até mesmo as gafes que marcaram época nas páginas de mais de 2,1 mil edições publicadas. É a primeira edição do ano, que marca o início de uma série de mudanças no tradicional veículo.

Há um século, o mundo vivia a tensão em plena Primeira Grande Guerra e o Brasil era governado por Wenceslau Brás. Ribeirão Bonito caminhava para seus 25 anos de emancipação quando Jorge Ferraz criou o Correio D’Oeste. Depois dele, Sebastião Macedo assumiu a direção do jornal. Em 1939, Antonio José Galdino passou a integrar a equipe. Desde 1948, Antonio Alicio Simões atua na gráfica e jornal Correio D’Oeste, mas só se tornou diretor após adquiri-lo da viúva de Macedo.

O prédio centenário que abrigou a redação e as oficinas, responsáveis pela produção dos impressos e de tantos boletos para o comércio local, foi demolido no início da década de 1990. Prefeito à época, Antonio Sergio Mello Buzzá propôs à Câmara a doação de um terreno no Jardim Centenário para a instalação do Correio D’Oeste, projeto que foi aprovado pelo Legislativo. A antiga sede foi demolida para a construção do prédio que, atualmente, abriga o Centro de Especialidades Municipal.

Com a demolição do prédio, vários documentos e parte do acervo histórico do jornal se perderam. As instalações mais modestas que sediam a redação, atualmente, abrigam apenas máquinas antigas. O jornal passou a ser produzido pelos meios mais modernos e impressão é feita na vizinha cidade de São Carlos. Em meio a dificuldades, o Correio D’Oeste é um dos poucos jornais centenários do país que nunca interromperam suas atividades, mesmo em períodos de crises.

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