segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Câmara rejeita mudança nos valores de diárias a servidores

Texto recebeu o voto contrário dos oito vereadores presentes à sessão 

Marcel Rofeal, da Redação 

Foto: Arquivo/BMR
O projeto de lei do Executivo que previa mudanças nos valores das diárias concedidas aos servidores públicos para o custeio de despesas de alimentação em viagens oficiais a outros municípios com mais de cinco horas de duração foi rejeitado por oito dos nove vereadores de Ribeirão Bonito em sessão ordinária da última segunda-feira (16). Um grupo de motoristas da Saúde, que seriam os mais afetados, foi ao plenário acompanhar a votação e comemorou o resultado.

Com a proposta, seria revogada a Lei 2.425, do dia 4 de novembro de 2014. O texto, após permanecer em pauta na Câmara por cinco meses, foi debatido em audiências públicas com a presença de autoridades e de representantes dos funcionários antes de ser aprovado por unanimidade na Casa. A matéria previa valores de R$ 20 a R$ 60 em diárias com alimentação. A partir da nova proposta, os servidores receberiam apenas entre R$ 20 e R$ 45 para as viagens.

Na tribuna da Casa, quatro vereadores se manifestaram sobre a matéria. Para o presidente da Câmara, que repudiou a nova proposta, houve uma série de reuniões no Departamento de Saúde, uma vez que os motoristas da pasta são os mais atingidos pelo projeto, quando este ainda ocupava a diretoria de Administração do Executivo e, após vários encontros, chegou-se a consenso sobre os valores. De acordo com Marcelo Antonio Lollato (PMDB), foi encontrada uma nota fiscal rasurada.

Também na tribuna, Luiz Marcelino dos Santos Pallone (PSB) abordou o assunto. O parlamentar havia acabado de se dizer envergonhado por ter votado a criação de alguns cargos de confiança e aproveitou para criticar. “Agora o cara quer dar trinta merréis para nego ir em São Paulo passar fome?”, questionou. “O sujeito passar o dia todo com 20, 30, 35 reais, isso é desumano, gente, mas não corta na carne o que eu acabei de dizer aqui, algumas criações de cargos que eu não engulo”.

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