Tuca, Armandinho e Galego explicam como a Prefeitura poderia manter o Pelc


Segundo os vereadores, prefeito afirma ter R$ 7 milhões em caixa e teria contratado serviços que, somados, custeariam o programa

Marcel Rofeal, de Ribeirão Bonito

Vereadores Tuca, Armandinho e Galego se manifestaram em apoio ao programa durante sessão na segunda-feira (2)
Os vereadores Valdinei de Oliveira, o Tuca, e Leandro Donizette Mascaro, o Galego (DEM), e Armando Luís Lombardo Simões, o Armandinho (PODE), foram à tribuna e demonstraram como a Prefeitura de Ribeirão Bonito poderia manter as atividades desenvolvidas pelo Programa Esporte e Lazer da Cidade, sem prejudicar os cerca de mil inscritos e as finanças do Município. No final de semana, o coordenador pedagógico do Pelc, José Luiz Mascaro, anunciou o fim das oficinas em razão da falta de repasse dos recursos federais e da completa falta de apoio e investimento da Prefeitura.

Na tribuna, Tuca destacou que já esperava enfrentar essa situação, mas não agora. O parlamentar foi o primeiro a se manifestar durante o Tema Livra da sessão desta segunda-feira (2) e a declarar total apoio ao megaprojeto, responsável por cerca de 40 oficinas culturais e esportivas. Para ele, o impasse com a Prefeitura de Ribeirão Bonito era aguardado para meados de 2018, quando, em tese, chegaria ao fim a parceria com o Governo Federal e o Município deveria assumir as despesas. Ainda segundo ele, haveria maior condição, nesse caso, de a administração local poupar recursos para a situação.

Já Armandinho ressaltou que o Município poderia assumir os custos do programa imediatamente e manter as atividades em curso. O parlamentar, que reafirmou ser favorável à realização da 11ª Festa do Peão de Ribeirão Bonito na próxima semana, salientou que o investimento que a Prefeitura está fazendo para os quatro dias de evento seria suficiente para manter o projeto ao longo de 15 meses. Foi o próprio vereador quem levou a plenário a expressão usada pelo prefeito Francisco José Campaner (PSDB) para classificar o Pelc. "Para o Chiquinho, [o programa] é uma bosta", disse.

Galego Mascaro foi além. O terceiro a ocupar a tribuna declarou que o chefe do Executivo nunca foi simpático ao programa por razões pessoais, entre elas por não gostar do coordenador do programa, o educador e ex-vereador José Luiz Mascaro. Galego, que é profissional de contabilidade, apresentou números que comprovam a capacidade de o Município assumir o Pelc imediatamente. Segundo ele, por meio de licitações, a Prefeitura contrataria mais um advogado e um engenheiro, o que causaria um impacto de aproximadamente R$ 12 mil mensais aos cofres públicos, R$ 2 mil a mais que o Pelc.

Para o parlamentar, que disse haver três vagas abertas para livre nomeação no Departamento Jurídico da Prefeitura e outra no Departamento de Planejamento, Obras e Serviços Públicos, o prefeito poderia contratar ambos os profissionais, mas como cargos de confiança e pelo teto salarial que ele mesmo impôs ao assumir o cargo, no valor de R$ 1,2 mil. O vereador disse ainda que, no momento, os dois profissionais teriam o compromisso de frequentar o Paço Municipal apenas duas vezes por semana e anunciou que ingressaria com mandado de segurança na terça-feira (3) para impedir as contratações.

Dinheiro em caixa - Tanto Galego Mascaro quanto Armandinho tornaram pública uma informação que, segundo eles, o próprio prefeito Chiquinho Campaner exaltaria aos vereadores. De acordo com o chefe do Executivo, afirmam os parlamentares, a Prefeitura conta com cerca de R$ 7 milhões em caixa, sendo em torno de R$ 5 milhões destinados exclusivamente para investimentos na Educação e o restante para investimento em qualquer setor da administração. O vereador José Eraldo Chiavoloni (DEM), que apoia Chiquinho, confirmou as cifras e cobrou investimentos em serviços à população.
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