Marcel Rofeal, da Redação
Fotos: Arquivo/BMR
O primeiro caso polêmico foi o da mudança de nomes das salas da Câmara, iniciado ainda em 2010. Um projeto que revogava a primeira alteração, aprovada em novembro, foi apresentado após a última sessão ordinária do ano. Em 18 de janeiro, a matéria ganhou reforço de 400 munícipes que preencheram dois abaixo-assinados, protocolados na Casa. No dia 21 de fevereiro, a nova resolução foi aprovada e as denominações de sala foram mantidas, a exemplo da antiga sede. As placas com os nomes das salas foram transferidos para a nova sede em março.
No dia 4 de janeiro, o então presidente do Conselho de Administração da Amarribo, Josmar Verillo, protocolou um calhamaço de requerimentos sobre a prestação de contas de 2010 no Legislativo. Quase seis meses depois, no dia 22 de junho, a Amarribo Brasil protocolou denúncias de possíveis irregularidades cometidas no processo de mudança de sede da Câmara no Ministério Público. No dia 5 de julho, as mesmas denúncias foram encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado. Já em 21 de julho, o Ministério Público decidiu instaurar inquérito civil para apurar o caso.
Em março, no dia 9, um funcionário da Prefeitura enviou ofício com denúncias de possível perseguição política que teria sofrido à Câmara. O documento foi lido em sessão ordinária, mas acabou arquivado. Já no dia 12, um problema de contabilidade no Legislativo levou a Prefeitura de Ribeirão Bonito à lista de devedores do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. De acordo com o Executivo, a Câmara não teria recolhido os impostos do mês de janeiro e o repasse de algumas verbas federais e um convênio com o governo estadual foram suspensos.
Também houve declarações polêmicas dos próprios vereadores. No dia 4 de abril, Nelson de Souza afirmou que havia uma empresa clandestina operando dentro da Prefeitura. No dia 18, José Luiz Mascaro e Renata Mesquita Magalhães, em tema livre, questionaram a qualidade do asfalto do Morumbi II após diversas reclamações de moradores. O presidente da Casa, Eduardo Doimo, noticiou o fechamento da agência dos Correios em Guarapiranga no dia 2 de maio. Mascaro, no dia 9 de junho, denunciou o uso da chácara da Prefeitura por menores para prostituição e consumo de drogas.
Foi no dia 9 de junho que estourou a polêmica sobre as possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o FUNDEB, em Ribeirão Bonito. No dia 20, de forma inesperada, a Câmara decidiu pela instauração de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), que foi composta por três vereadores, com a finalidade de apurar as denúncias. Com prazo para conclusão dos trabalhos em 90 dias, a comissão ainda não apresentou seu relatório.
No mês de agosto, a Câmara convocou um suplente. Moacyr Nunes da Silva passou a atuar enquanto o vereador Aparecido Donizete Galhardo, vítima de um acidente na SP-215 em julho, se recuperava. Também foram realizadas audiências públicas na Casa, com o objetivo de discutir: o projeto de qualificação de entidades filantrópicas em organizações sociais; a reforma administrativa do Executivo; a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual; a formação de uma diretoria visando à proteção do rio Jacaré-Guaçu etc.
A baixa participação dos munícipes em reuniões legislativas também se destacou, assim como a baixa participação de vereadores em conferências, audiências e outros eventos importantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário