Internacional: Traição e estratégia permitiram morte de líder das Farc na Colômbia - Blog Marcel Rofeal

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Internacional: Traição e estratégia permitiram morte de líder das Farc na Colômbia

Para o Ministro da Defesa colombiano, há um desmoronamento do grupo

Luis Jaime Acosta, da Reuters

A traição de alguns de seus homens de confiança, seduzidos por uma milionária recompensa, e um trabalho de inteligência com equipamentos de alta tecnologia foram decisivos para o sucesso da operação que resultou na morte do principal dirigente da guerrilha colombiana Farc.

O ministro de Defesa, Rodrigo Rivera, disse nesta sexta-feira que a morte de Jorge Suárez Briceño, mais conhecido como "Mono Jojoy", demonstra o desmoronamento interno pelo qual passam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

"Jojoy foi entregue por sua gente", disse Rivera, quem insistiu que a guerrilha sofre um processo de desintegração devido ao cansaço dos seus combatentes, às más condições de vida na selva e aos maus tratos cometidos por seus comandantes.

A morte do guerrilheiro, na chamada "Operação Sodoma", foi considerada pelo governo do presidente Juan Manuel Santos como o golpe mais contundente contra as Farc em seus mais de 40 anos de história.

Cerca de 400 militares, com apoio de 25 helicópteros e 30 aviões participaram da operação iniciada na quarta-feira com um bombardeio contra o acampamento das Farc nas selvas do município de La Macarena, no Departamento (Estado) de Meta, cerca de 250 quilômetros a sudeste de Bogotá.

O governo ofereceria uma recompensa de US$ 2,7 milhões por informações que levassem à captura de Jojoy, considerado pelas Forças Armadas como o guerrilheiro mais sanguinário e temido pelos camponeses de uma extensa região do país.

O comandante guerrilheiro de 59 anos, que sempre era visto fardado, de boina preta e carregando um fuzil, era alvo de 60 mandados de prisão, cinco condenações, dois pedidos de extradição e 25 investigações por crimes de rebelião, homicídio, sequestro e terrorismo.

Rivera disse que outros dirigentes das Farc deveriam se entregar para não terem o mesmo fim de Jojoy.

"As Farc estão chegando a uma espécie de ponto de inflexão, golpeamos seu coração estratégico e, por isso, mandamos mensagens muito claras. Diante da violência, diante do terrorismo e do narcotráfico, seremos implacáveis", afirmou.

"Mas diante do violento ou do terrorista que se arrependa, que resolva mudar de vida, que resolva buscar uma segunda oportunidade, haverá misericórdia, haverá compaixão. Convidamos [os guerrilheiros] a se desmobilizarem, a se entregarem."

Comandantes militares e analistas preveem que a morte do dirigente pode provocar uma debandada de combatentes, ou estimular as Farc a negociarem a paz.

Na operação militar foram confiscados cerca de 20 computadores e 60 pen-drives que, segundo o general Oscar Naranjo, diretor da Polícia Nacional, devem conter informações sobre as atividades e os vínculos do grupo rebelde, que é apontado como uma organização terrorista por Estados Unidos e União Europeia.

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